Se essa nostalgia trouxesse
O início da razão
Que por uma volta, parecesse
A minha solução
Se esse passado não conjugasse
O insolente verbo da tristeza
Talvez a minha vida deleitasse
No seio da leveza
Se eu pensasse
Em toda esta infâmia
Pediria que me matassem
Pelas memórias da infância
Se eu me recordasse
Destes regozijos
Pediria que me enterrassem
Na memória destes sorrisos
Este é o inóspito habitat
Das memórias, da saudade
Da tristeza, da serenidade
O túmulo de sua felicidade
Que pavorosa dicotomia
Dos júbilos, não me recordarei
Que assombrosa hipocrisia
Das lágrimas, sempre me lembrarei.