Nome do roteiro: Terror de Lilith.
Esta não é apenas uma história de morte.
É uma história de renascimento.
De coragem.
De sobrevivência.
E de uma mulher disposta a enfrentar o terror que sempre tentou destruí-la.
Bem-vinda(o) ao Terror de Lilith.
Aqui, ninguém sai ileso.
VIAMÃO 2023
Sumário
Capítulo 1 – O Homem do Beco 4
Capítulo 2 – Refúgio na Casa dos Velhos 4
Capítulo 3 – O Chamado da Polícia 5
INTRODUÇÃO
Em um mundo onde as sombras parecem ter vontade própria e o mal aprende a vestir rostos humanos, algumas histórias começam antes mesmo que seus protagonistas tenham força para compreendê-las.
Lilith era apenas uma menina quando descobriu que a escuridão não vive apenas em becos abandonados—ela vive dentro de pessoas capazes de destruir vidas com um simples ato.
Naquela noite de tempestade, quando raios rasgavam o céu e trovões estremeciam a cidade, o destino de Lilith foi marcado a sangue. Uma tragédia transformou a inocência em cicatriz, o medo em coragem e a dor em propósito.
Sobreviver não significou apenas continuar respirando. Significou carregar uma fúria silenciosa, um desejo de justiça que ardia mais forte do que qualquer ferida.
Anos depois, o passado retorna como um fantasma exigindo respostas. Agora policial, Lilith mergulha em um labirinto de segredos, máfia internacional, rituais proibidos e mentiras que atravessam fronteiras.
Mas a maior verdade é que, mesmo machucada, ela aprendeu a lutar. E quando confronta o monstro que destruiu sua infância, descobre que a vingança tem um gosto tão amargo quanto libertador.
Terror de Lilith
“Entre a vingança e o sobrenatural, uma policial enfrenta seu destino.”
Capítulo 1 – O Homem do Beco
Numa noite de tempestade, repleta de raios e trovões, Lilith — uma menina doce — caminhava pelas ruas sombrias de uma cidade assombrada junto de seu irmão, Heitor. De repente, um homem surgiu diante deles e anunciou que mataria os dois se um dos irmãos não o acompanhasse até um beco. Lilith recusou-se imediatamente: não conhecia o sujeito e jamais seguiria um estranho.
A resposta do sequestrador foi brutal. Ele puxou uma faca do bolso e cravou no lado esquerdo do peito de Lilith, onde acreditava estar o coração. Ela caiu, e Heitor correu para ampará-la. Entre lágrimas, ela murmurou:
— Eu te amo… continue vivendo, meu irmão.
Antes que Heitor pudesse responder, ela desmaiou em seus braços.
Movido pelo desespero, o rapaz jurou vingança, mas, antes, correu para buscar ajuda. Encontrou uma casa iluminada e bateu à porta, implorando socorro. Um senhor de meia-idade atendeu, ouviu a história e acompanhou Heitor até o local do ataque.
Capítulo 2 – Refúgio na Casa dos Velhos
Mas, ao chegarem, o corpo de Lilith havia sumido. Havia apenas rastros de sangue que levavam até um carro queimado, onde ela estava jogada, pálida e quase sem forças. O senhor a levantou cuidadosamente e, apesar da dor, Lilith se apoiou em seu ombro. Juntos seguiram de volta para a casa do casal.
No portão, Heitor correu para abrir caminho. A esposa do velhinho já os aguardava com uma bacia de água morna e panos limpos. Enquanto cuidavam dos ferimentos de Lilith, o menino perguntou seus nomes.
— Pode me chamar de Olivia— disse a senhora.
— E eu sou Dante— completou o senhor.
Eles limparam o ferimento, costuraram o corte profundo e notaram que Lilith estava extremamente pálida devido à perda de sangue. Fizeram-na descansar.
Na manhã seguinte, ela acordou dolorida. Olívia preparou um chá quente, enquanto Heitor segurava a mão da irmã. Dante comentou que Lilith tivera muita sorte de sobreviver à facada. Mas ela explicou que seu coração ficava no lado direito, e foi isso que a salvou. O velhinho suspirou, aliviado.
Capítulo 3 – O Chamado da Polícia
Os anos passaram. Lilith cresceu, se fortaleceu e tornou-se policial. Durante uma ronda, recebeu pelo rádio um chamado urgente: viaturas próximas à rua 112 deveriam se dirigir ao “Beco Terrorista”. Ela era a mais próxima e foi.
Chegando lá, encontrou uma garota caída no centro de um círculo de rituais. Ordenou que o responsável se afastasse. A jovem levantou-se chorando, e Lilith algemou o homem. Nesse instante, ela reconheceu o monstro que destruiu sua infância.
Ele sorriu com deboche:
— Eu te matei. Era pra você estar morta.
Lilith retribuiu o sorriso:
— Devia ter conferido melhor, desgraçado.
Com reforços chegando, um policial atirou no braço do criminoso. Lilith pediu que a garota entrasse na viatura e, tomada pela fúria reprimida por dez anos, esfaqueou o homem dos dois lados do peito, impedindo qualquer chance de sobrevivência, antes de disparar contra sua cabeça.
Chorando, ela murmurou:
— Finalmente te tirei dos meus pesadelos.
Chamou a delegacia, informou sobre o resgate da menina e a morte do assassino. O corpo foi recolhido para análise. No caminho para levar a garota para casa, Lilith contou parte de sua história, revelando que tinha a mesma idade da menina quando passou por algo semelhante.
A garota dormiu de exaustão. Ao chegarem, os pais a receberam emocionados e agradeceram por Lilith tê-la trazido em segurança. Após se despedir, a policial entrou em seu carro. O celular tocou: era seu chefe, avisando que ela seria transferida para a Coreia do Sul para investigar um caso “fora da realidade”, envolvendo rituais com crianças e uma possível máfia local.
Durante a viagem, Lilith conheceu um rapaz asiático chamado Benício. Eles conversaram bastante, e ela, mesmo jovem e inexperiente em relacionamentos, permitiu que ele se aproximasse. Mas, desconfiada, investigou sua identidade — e não encontrou absolutamente nada.
Irritada, perguntou:
— Como assim não existe nada sobre você?
Com os olhos semicerrados, ele apenas disse:
— Porque não posso mostrar minha identidade real. Sou de outro país.
Depois de insistir, ele admitiu:
— Vim da Itália… e fui enviado aqui para te matar. Mas não consegui. Você é diferente do que me disseram.
Lilith, fria, respondeu:
— Eu não sinto nada por você. Vim com um objetivo, e não envolve nós dois. Adeus, Benício.
Capítulo 4 – O Inimigo Invisível
Seguiu seu caminho, mas percebeu um carro a seguindo. Assustada, acelerou o passo. O carro perdeu por alguns instantes, mas reapareceu mais adiante. Dois homens musculosos e armados desceram, aproximando-se. Lilith, com o coração acelerado, fingiu não notar. Dobrou a esquina, desviou, acelerou o passo… e conseguiu chegar ao prédio onde estava hospedada.
Ao entrar, percebeu algo errado: a porta da sala do porteiro estava arrombada. Com cautela, disse o número da delegacia, mas caiu na caixa postal. Guardou o telefone e avançou devagar, analisando o local.
Um pensamento doloroso atravessou sua mente: “Se eu estivesse aqui, nada disso teria acontecido. Minha missão é proteger. E falhei.”
Apesar da culpa, Lilith respirou fundo. Sabia que aquilo era só o começo de algo muito maior.