Diante de tua casa, minha amada,
Eu, no sereno, ouvi d’anjos adejos…
Às estrelas cadentes fiz desejos
E a lua derramou-se enamorada!
Quis versos a rodear tua mirada,
Ecoando em serenata sós arpejos.
A te acordar d’alcova entre beijos
Para em teus olhos ver a madrugada.
Em vez d'isto, passo horas tão sozinhas
Que a lua co’as estrelas tão-somente
M'escutavam a balda serenata...
Mas, se sob a janela me adivinhas,
‘Inda espero que venhas, de repente,
Para em teus olhos ver a lua em prata.
Santa Bárbara - 05 07 1996