OLHOS DE JADE
E tu me olhas com teus olhos de jade...!
Que maldade... M'encantas sem querer.
Ou melhor, que tu me olhas sem ver
Que tenho andado cheio de saudade.
Deveras, me sorris com liberdade
E me olhas para logo eu me perder.
Difícil é te olhar e não poder
Ter de ti nada além d’uma amizade.
As tuas íris verdes, belas gemas…
Esmeraldas de nobres diademas,
N’um olhar cintilando duas chamas.
Contudo, entre promessas e distâncias,
Depois d’eu padecer tamanhas ânsias,
Me indago se me iludes ou se me amas.
Belo Horizonte - 01 05 1995