Pular para o conteúdo
Carregando…

Neve celestial do pico mais alto

Chemysky

Conteúdo da publicação

Uma vez me foi perguntado,

Qual o pico mais alto?

Penso que não poderia explicar.

Pois se o pico mais alto existir,

Eu ainda não cheguei lá.


Mas vê-lo é diferente,

As nuvens escondem o cume.

Eu estou embaixo.

Posso tentar descrever.


Conheço a altura,

Pois já me ocorreu a queda.

Desconheço a fartura.

Pois me falta cédula.


Então, o que é o pico?

É onde quero chegar.

E não falo de ser rico.

Falo sobre querer estar.


Ainda não encontrei o pico.

A neve começou a afundar.

Me falta sabedoria, é lógico.

Quero algum dia, no pico chegar.

Thoughts

  • sebista

    Neve afundando no fim me preocupou mais que a nuvem tapando o cume. Nuvem passa, chão mole debaixo do pé é outra conversa.

    Permalink
  • zeca23

    A estrofe da queda e da cédula é a mais honesta do poema. Altura o cara conhece porque já caiu, fartura não conhece porque nunca teve. E logo depois avisa que não é sobre ser rico, como quem já ouviu essa acusação antes.

    Permalink
  • Ovid

    A troca de altura por queda e de fartura por cédula me lembra aquelas rimas de cordel que fazem a conta da vida em dois versos, sem enfeite. O poema termina ainda embaixo, com a neve cedendo, e mesmo assim a última linha é vontade de subir. Gostei que ele não finge ter chegado.

    Permalink

Publicações relacionadas

Pública 1 conversa 4 pensamentos 30 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Uma vez me foi perguntado,

Em grupos