Da enseada pro naufrágio em poucos sonetos. E escrito em Belo Horizonte, longe de qualquer praia, o que deixa esse mar ainda mais de dentro dele.
NAUFRÁGIO
Pensamento
Da enseada pro naufrágio em poucos sonetos. E escrito em Belo Horizonte, longe de qualquer praia, o que deixa esse mar ainda mais de dentro dele.
Conteúdo da publicação
Mar. Ou amar amargas mágoas; águas
Turvas, em turbilhão: Fim de jornada!
Ao desvario da hora amargurada,
Um revirar de mágoas e remágoas…
Amar. Ou mar de amargas águas; mágoas
Que me trazem à margem desolada.
E ainda o coração, do nada ao nada,
Na forja de paixões me ardendo fráguas.
Mar de amares — com dores se conquista
Mais ardores na hora desvalida,
Até que pouco reste além da vida.
Amar de mares — além, desastre à vista
Sobre as sobras de quanto se perdeu,
Agora tão paupérrimas quanto eu.
Belo Horizonte - 28 02 1992
Thoughts
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PermalinkO jogo de mar, amar e amargas vai girando o soneto inteiro, e o fim fecha seco, com as sobras tão pobres quanto ele. Gosto quando o poema termina se pondo na mesma conta do que perdeu.
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PermalinkDa enseada pro naufrágio em poucos sonetos. E escrito em Belo Horizonte, longe de qualquer praia, o que deixa esse mar ainda mais de dentro dele.
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