"Nulla in mundo pax sincera..." — Antonio Vivaldi
Não há em mundo paz que seja
Sem fel; pura e verdadeira,
Doce Jesus está em Você!
Entre penas e tormenta
Vive a alma contenta
Do casto amor só da fé!
'Brando colori-los olhos do mundo decepta
Ao que ao occulto vúlnera córdea confecta!
Fujamos dos que riem, evitemos os que o seguem,
Nas delícias ostentando arte segura
Quer iludindo nos superar!
Respira a cobra
Entre flores e côres
Escondendo tênue fel;
Só que o toque na boca
D’homem demente d'amores
Sabe ao lambido (a) quase mel!
Ps: Poema adaptando do original, composto pelo músico italiano barroco Antônio Vivaldi, parte da poesia latina lhe aplicada pela tradução.
Entre castigos e sofrimento, vive a alma contente com o amor imaculado somente com a fé.
Assimilação de consoantes por artigos em segunda forma (la/o(s)), decorrente em textos medievais, para termos encerrados em: -r, -z, e, -s. Ainda preservada em galego moderno.
Engana; esconde.
Para o que em oculto produz ferida no coração.
Com prazeres baixos o mundo nos quer aprisionar sob o pecado.