Te escrevo mil e uma canções,
Pra expressar a emoção que domina grande parte do meu peito.
Já fiz quinze mil versões daquela carta feita à mão
Que nunca cheguei a te entregar.
Me perco em versos e rasuras, desenhos, esculturas,
Que fiz tentando capturar seu jeito.
E teimo, lutando com o próprio ego
Que diz que nada vai me fazer valer a pena.
Planejo tudo com cuidado,
Até os jantares inesperados,
Tudo pra conseguir demonstrar.
Dia após dia, para nunca duvidar
Daquelas duas palavras que sempre repito.
Li e reli, em cada livro entendi
O tipo que mexe com a sua mente.
Te compro flores pra animar,
Te tiro logo pra dançar,
Tento sempre arranjar um momento.
Saiba que, se a gente brigar,
Eu tô disposto a conversar
E encontrar um meio-termo.
A distância ou o medo nunca serão barreiras
Se a gente continuar a se lembrar.
Eu te quero com desejo, com carinho, com bravejo,
E, se algo te quebrar, bem aqui vou estar.
Dia após dia, para nunca duvidar
Daquelas duas palavras que sempre digo.
Cê sabe que não minto.
Não existe artifícios capazes de quebrar nosso vínculo.
Você é a única que me faz respirar.
A primeira é última imagem que vejo ao dormir e ao acordar.
Te amo, duas palavras que antes de você eram impossíveis de eu pronunciar.
Por isso repito sem parar, finalmente encontrei alguém que muda o meu olhar.
— Carta sem remetente ou data