Em mim há uma melancolia misteriosa, na qual habitam profundas emoções.
Elas clamam por uma pessoa atenciosa, mesmo que isso devesse vir de mim mesmo.
E os dias vão passando como um rio transbordando em meio ao caos turbulento. Enquanto isso, carrego a estranha sensação de ser insignificante diante da justiça moral.
Às vezes, observo a felicidade alheia como algo doloroso para mim, porque eu queria fazer parte dela através da empatia, e não da inveja.
Pergunto-me justamente se isso é minha ausência de amor-próprio. Isso não deveria ser simples? Bom, e assim sigo tentando alcançar a simplicidade de aceitar que não sou completo, e sim incompleto.
Talvez seja justamente como um navio que tem leme, mas não sabe para onde deve navegar diante das ondas e tempestades. Semelhante a um caminho indefinido.
Porém, surgiu um farol de luz em meio às incertezas da vida. Era como um sinal dizendo para mim: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; tenha coragem.”
Ali pude entender que a direção para o porto seguro era uma revelação perante a minha boba ilusão sobre o sentido da trajetória.
Amorosamente, eu fui aceito e guiado. Mesmo com tão pouca fé, o acolhimento era nítido e verdadeiro.
Unicamente, há coisas que não podem ser expressadas com palavras. Mas meu reflexo foi iluminado por uma luz celeste.