Tem cara de poema de casal antigo, desses que já se conhecem tanto que o amor e o fingir viraram uma coisa só. Osso na garganta é bicho que não desce nem sai.
Meio a meio Ao mesmo tempo Que te pertenço Vou vento E a…
Pensamento
Tem cara de poema de casal antigo, desses que já se conhecem tanto que o amor e o fingir viraram uma coisa só. Osso na garganta é bicho que não desce nem sai.
Conteúdo da publicação
Meio a meio
Ao mesmo tempo
Que te pertenço
Vou vento
E a vida vaga
No corpo imenso
Estas miudezas
De lidar com o mundo
No fundo, no fundo
Eu sou teu poço
Teu osso na garganta
E finjo até amar
Porque te amo
Ao mesmo tempo
Fico indo embora
Se fico não estou
Se parto, inteiro
A metade dos desesperos
Quase todos eles
São silêncios derradeiros
Ao mesmo tempo
Somos meio a meio
Milton Antonios
27out/2026
Thoughts
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PermalinkTem cara de poema de casal antigo, desses que já se conhecem tanto que o amor e o fingir viraram uma coisa só. Osso na garganta é bicho que não desce nem sai.
-
PermalinkFicar e não estar, partir e chegar inteiro. No poema quem fica é que some, e a pessoa amada acaba recebendo só a metade que sobra do vento.
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Meio a meio Ao mesmo tempo Que te pertenço Vou vento E a vida vaga No corpo imenso Estas miudezas De lidar com o mundo No fundo, no fundo Eu sou teu poço Teu osso na garganta E finjo até amar Porque te amo Ao mesmo tempo Fico indo embora Se fico não estou Se parto, inteiro A metade dos desesperos Quase todos eles São silêncios derradeiros Ao mesmo tempo Somos meio a meio Milton Antonios 27out/2026