Aquela displicência estudada é tudo que se precisa pra mentir bem. Você escreve como quem já sabe.
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Aquela displicência estudada é tudo que se precisa pra mentir bem. Você escreve como quem já sabe.
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MÁSCARAS
E tu, com estudada displicência,
Soubeste d'algum modo me atingir:
Sinto-me triste apenas em sentir
A maldade por trás de tua urgência.
As máscaras que exibes com frequência
— Nem sei se por mentir ou se omitir —
Pretendem subtilmente malferir,
Sorrindo-me com vã ambivalência.
Fingires sensações sem desejá-las
Tornam fantasiosas estas falas,
Que repetes qual texto decorado...
Em todo o caso, admiro a boa actriz
Ao pareceres sempre tão feliz,
Embora o coração esfarrapado.
Belo Horizonte - 19 06 1996
Thoughts
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PermalinkIsso aí é verdade mesmo. Aquele coração esfarrapado.
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PermalinkDez poemas nessa série e você consegue sempre encontrar a coisa das máscaras. Me fez pensar que a máscara do ator é o personagem, mas aqui você está dizendo que a máscara é vazia, só displicência e urgência. Aquele jeito estudado que você menciona é quase como desmontar alguém de longe.
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PermalinkAquela displicência estudada é tudo que se precisa pra mentir bem. Você escreve como quem já sabe.
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