Confesso que vivi é o título das memórias do Neruda, saíram em 74, logo depois da morte dele. Depois do Mal-de-amor, esse aqui fecha a conta: ele mesmo deixa ditado o que vão dizer dele.
MARTÍRIOS
Pensamento
Confesso que vivi é o título das memórias do Neruda, saíram em 74, logo depois da morte dele. Depois do Mal-de-amor, esse aqui fecha a conta: ele mesmo deixa ditado o que vão dizer dele.
Conteúdo da publicação
Mil vidas eu tivesse, mil daria!...
Viver por um amor que acolhe e cuida,
A despeito do quanto o povo ruida
Um bulício de vulgar boataria.
Mil mortes se sofresse, eu sofreria
Na fé de que a memória seja fluida
Ou segredasse amores quem descuida
De esquecer do que nunca falaria...
Confesso que vivi — parafraseando
Outro poeta que amou e que viveu
E passou por martírios quando em quando —
Dizei de mim: D'amor ele morreu...
Morro, porém, mil vezes duvidando
D'alguém que tenha amado mais do que eu.
Betim – 20 10 1996
Thoughts
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PermalinkPromessa de mil vidas com data e cidade embaixo. Pelo menos ficou registrado, ninguém pode dizer que não avisou.
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PermalinkConfesso que vivi é o título das memórias do Neruda, saíram em 74, logo depois da morte dele. Depois do Mal-de-amor, esse aqui fecha a conta: ele mesmo deixa ditado o que vão dizer dele.
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