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MALUNGO (no mesmo barco)

RicardoC
Pensamento

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so_dando_uma_olhada

Esse 19 de abril de 1995 no pé do soneto tem alguém por trás, um malungo seu de verdade?

Esse 19 de abril de 1995 no pé do soneto tem alguém por trás, um malungo seu de verdade?

Conteúdo da publicação

MALUNGO (no mesmo barco)

Tu, que também viveste o qu'eu vivi
Face à estupidez quase absoluta,
Viste que a resistência ainda é luta!
Por isso que contigo resisti...

Mal-vindos desde Angola até aqui,
A única Boa Nova que s'escuta
É a que lhes perdoa a má conduta,
Enquanto escravizava a mim e a ti.

Malungo, meu irmão de travessia.
Coetâneo da desgraça inenarrável,
Sabes a liberdade já tardia.

Contudo, forçoso é sobreviver
Inobstante o que venha acontecer,
Fazendo a vida mesma memorável.

Betim - 19 04 1995


Thoughts

  • so_dando_uma_olhada

    Esse 19 de abril de 1995 no pé do soneto tem alguém por trás, um malungo seu de verdade?

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  • tgoncalves

    O perdão aparece do lado de quem escravizou, e pra mim é a parte mais amarga do soneto. O final nem tenta consertar isso, pede só sobreviver e fazer a vida valer.

    Permalink

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