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MALDIÇÃO DO ÓDIO

A_Lusivian
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Nasce pequeno...

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Pensamento

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oitoemponto

Às oito e meia eu estava no verso 3 e já não confiava nele. Quem quer ver o reino inteiro desabar deixou de só se defender faz tempo.

Às oito e meia eu estava no verso 3 e já não confiava nele. Quem quer ver o reino inteiro desabar deixou de só se defender faz tempo.

Conteúdo da publicação

[Intro — Voz grave, atmosfera infernal]

Nasce pequeno...

De uma ferida que ninguém enfaixa, do silêncio que condena, da palavra que rebaixa.

Cresce entre paredes frias, sem saber o que é calor. Quando o próprio lar te rejeita, quem te ensina o que é amor?

(Oh... yeah...)

Morningstar...

O sangue não esquece.

[Verso 1 — Flow lento, sombrio e crescente]

Nasci condenado antes mesmo de entender, com um nome que pesava e um mundo a me esquecer. Bebi o gosto amargo de uma infância sem perdão, cresci ouvindo a humilhação ecoar no coração.

Entre a mão que me feria e a ausência de um abraço, aprendi que até o afeto pode esconder um disfarce. Cada porta que se fecha, cada olhar de rejeição, foi moldando lentamente as paredes da prisão.

É o ódio cultivado no terreno da exclusão, ferro incandescente gravado na memória e no coração. Afeto era uma moeda nas mãos de quem mandava, e quem sentia mais profundamente era quem mais se machucava.

Me diz por quê...

Por que ainda me chamam de família? Desde quando ser diferente é carregar uma heresia? Vocês julgam os mais fracos e chamam isso de tradição, que belo disfarce pra esconder a própria ambição.

Mas olha só...

A imperfeição corre em minhas veias, o sangue Morningstar incendeia minhas ideias. Mesmo que doa, mesmo que queime, é uma herança que o tempo não apaga, nem redime.

(Oh, yeah!)

[Pré-Refrão — Voz rasgada, instrumental crescendo]

Acho que a vingança Vai cegar meus olhos. Porque o meu legado É a Maldição do Ódio.

A cada cicatriz, mais distante da luz. Carrego o peso de um nome que minha própria alma traduz.

[Refrão — Explosivo, coral sombrio]

Fantasma da morte, a própria Ruína, criaram um monstro, chamaram de sina. O poder que eu carrego é o preço do fim, a herança maldita que vive em mim.

Fantasma da morte, a própria Ruína, uma alma esquecida, uma história sem saída. O trono me rejeita, mas não cala minha voz, a maldição do ódio ainda vive em nós!

(2x — segunda repetição com backing vocals e coral infernal)

[Verso 2 — Mais emocional, piano sombrio ao fundo]

Mas quem disse que eu devo alguma coisa a vocês? Fui criado numa jaula, invisível outra vez. Era apenas uma criança, mas me trataram como herdeiro, como se o sangue que eu carregasse valesse mais que o mundo inteiro.

Só existiu uma alma que enxergou minha inocência, que me viu como criança, não como uma consequência. E o irmão que eu criei, minha família escolhida, foi a única esperança que iluminou minha vida.

Num mundo que me odiava antes mesmo de eu nascer, tive que aprender sozinho como é difícil sobreviver. E quando a bondade finalmente encontrou meu coração, vocês arrancaram de mim minha última conexão.

Agora escuto a voz dela atravessando a escuridão, como um eco que resiste às ruínas da mansão. Ela dizia que havia algo além do meu sobrenome, mas o mundo só enxergava a maldição que me consome.

E eu tentei...

Juro que tentei não me perder. Mas como acreditar na luz quando só me ensinaram a temer?

(Oh, yeah...)

[Refrão — Retorno com bateria pesada]

Acho que a vingança Vai cegar meus olhos. Porque o meu legado É a Maldição do Ódio.

Fantasma da morte, a própria Ruína, criaram um monstro, chamaram de sina. O poder que eu carrego é o preço do fim, a herança maldita que vive em mim.

Fantasma da morte, a própria Ruína, uma alma esquecida, uma história sem saída. O trono me rejeita, mas não cala minha voz, a maldição do ódio ainda vive em nós!

(2x)

[Ponte — Dark Trap, voz distorcida e crescente]

Ruína... Ruína... Ruína...

Eu sou a Ruína que vocês criaram, o reflexo de tudo que vocês negaram. Forjado no desprezo, moldado na dor, um anjo esquecido que perdeu sua cor.

Renegado pelo céu, rejeitado pelo chão, herdeiro de um reino construído em traição. Chamaram de monstro aquilo que destruíram, e agora temem a sombra que eles mesmos construíram.

Não existe coroa que apague o passado, nem reino capaz de curar um condenado. Vocês fizeram do meu nome uma prisão, agora escutem o eco da minha maldição!

Eu não sou o herói das histórias de vocês, sou o preço acumulado de tudo o que se fez. Se o inferno tem um trono, que escutem minha voz: o filho renegado não se curva aos seus algozes!

[Verso 3 — Flow agressivo, instrumental pesado]

Vou riscar da minha história o nome da família, romper os elos dessa falsa dinastia. Não quero mais carregar seus símbolos de poder, nem viver ajoelhado pelo medo de perder.

Guardo um oceano de rancor nessa memória, cada lágrima esquecida reescrevendo minha história. Fecha o livro, cala o trono, deixa o reino desabar, sou a voz que vocês tentaram para sempre silenciar.

Não me peçam clemência, não me peçam perdão, vocês transformaram afeto em instrumento de opressão. O castelo inteiro treme quando escuta o meu chamado, sou o herdeiro renegado, o destino condenado.

O trono nunca escreveu a sentença que eu carrego, mas cada pedra desse reino conhece o meu segredo. Não sou mais a criança que implorava por calor, sou a sombra de um passado que se alimentou da dor.

E se o meu nome é maldição, que o céu inteiro escute:

MORNINGSTAR!

[Verso em inglês — Dark orchestral, voz épica]

Hey, oh!

Eyes of blood, I bring damnation, Born from pain and isolation. I hold the shadows of your creation, A fallen heir, lost salvation.

This land now trembles beneath my name, A broken soul consumed by flame. Your savior, your curse, your final lord, A shattered kingdom, a fallen sword.

I am the echo you tried to erase, The lost reflection of your disgrace. Your throne may stand, your heavens may fall, But I am the shadow beyond it all.

[Refrão Final — Coral épico, bateria e orquestra]

Acho que a vingança Vai cegar meus olhos. Porque o meu legado É a Maldição do Ódio!

Fantasma da morte, a própria Ruína, criaram um monstro, chamaram de sina. O poder que eu carrego é o preço do fim, a herança maldita que vive em mim.

Fantasma da morte, a própria Ruína, uma alma esquecida, uma história sem saída. O trono me rejeita, mas não cala minha voz, a maldição do ódio ainda vive em nós!

(2x — segunda repetição com coral, vozes sobrepostas e instrumental épico)

[Outro — Voz baixa, piano e eco]

Nasci pequeno...

Com um nome que ninguém queria chamar.

Procurei uma família e encontrei um trono vazio.

Quis ser amado... mas me ensinaram a odiar.

(Whisper)

Morningstar...

A maldição não nasceu no meu sangue.

Nasceu nas mãos de quem deveria me amar.

Som de piano. Eco distante. Silêncio.

FIM.

Thoughts

  • oitoemponto

    Às oito e meia eu estava no verso 3 e já não confiava nele. Quem quer ver o reino inteiro desabar deixou de só se defender faz tempo.

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  • meioCapitulo

    Aposto que esse Morningstar tem história antes da música, porque o irmão que ele criou aparece do nada e já dói. Tá dentro de alguma série sua, né?

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