Concordo com a parte de dar nome. Quando fica tudo no ar, quem paga é quem estava à espera de mais, e normalmente ninguém avisa quem é.
Liberdade também é compromisso
Pensamento
Concordo com a parte de dar nome. Quando fica tudo no ar, quem paga é quem estava à espera de mais, e normalmente ninguém avisa quem é.
Conteúdo da publicação
Por que as pessoas, quando pensam em relacionamentos, já têm uma ideia fixa daquilo?
Pensam que liberdade e comprometimento são coisas opostas.
Eu nunca entendi isso, porque, para mim, sempre foi claro que ambos coabitam bem. Dá para você ter comprometimento com uma pessoa sem perder a liberdade. O erro das pessoas é achar que, quando estamos num relacionamento amoroso, seus momentos solo e com amigos acabam, que agora é tudo sobre a pessoa com quem você se relaciona. Na minha experiência, eu nunca fiz isso, nunca quis isso e continuo não querendo.
Eu quero continuar tendo meus momentos sozinha, meus momentos com amigos e meus projetos, não ter que abrir mão de quem eu sou por causa de alguém, mas isso não significa que eu não queira saber como a pessoa pensa e acha e tentar adaptar algumas coisas.
Essa ideia de que, quando você está com alguém, você tem que fundir sua vida junto com a da pessoa sempre me incomodou bastante. Acho que é por isso que muitos relacionamentos não dão certo, porque acaba que um quer viver em função do outro e deixa de ser a pessoa individual. Essa história de metade de alguém só ferra com tudo, na minha opinião. Temos que ser inteiros primeiro e a pessoa ao lado ser sua parceira, e não seu tudo.
Eu defendo a ideia de relacionamento e compromisso, mas desde que ambos consigam ter sua autonomia. Acho que a ausência de um rótulo não muda isso, porque, por mais que você imponha certos limites quando está próximo a alguém, naturalmente vai sentir algo. Com o tempo e a experiência, a gente aprende a lidar com as decepções. Ninguém morre porque não deu certo, mas ainda sentimos algo. A falta de rótulo não nos protege disso.
Então, sou a favor de nomear as coisas. Tudo na vida tem nome por algum motivo, mas ter um nome não significa que você está preso àquele nome. Acho que a linha tênue das pessoas hoje está desgastada e elas nem querem se dar o trabalho de dar manutenção nisso. Preferem apenas deixar rolar, mas as consequências da vida rolam bem mais forte quando você deixa tudo no ar.
Enfim, talvez eu seja uma alma velha e romântica demais para o mundo atual, ou às vezes seja libertária demais para esse tempo também. Eu acho que dá para ter os dois, mas o que eu acho só existe na minha cabeça; a cabeça dos outros é outro mundo.
Enquanto isso, eu vou tentando consertar minha linha tênue em cada lado para saber como continuar lidando com esse mundo.
Thoughts
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PermalinkCá em casa o problema foi o contrário do que descreves. Cada um tinha os seus horários, os seus amigos, as suas coisas, e durante um ano ninguém perdeu liberdade nenhuma. Perdemos a conversa. Ser inteiro primeiro funcionou tão bem que deixámos de ter um sítio onde os dois se cruzavam. Não sei se isto serve a mais alguém, mas desde então desconfio um bocado de quem só fala da autonomia.
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