Por Lucien Vieira | 12 de dezembro de 2025
Sinto falta
de te pertencer,
de te fazer sentir-se,
como não me fez,
acarinhada,
e, por um simples afazer,
de um carinhoso
obrigada.
O que teria
por trás da tua falta do ler,
que te sustenta
a forma de não ser?
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O meu juízo,
cauteloso,
teme teus outros
(des)sabores.
Há sentido
no sentido
de um gosto teu
desconhecido?
É verdade
que me perdi
porque te achastes?
Ainda sou
o sujeito simples
desta oração,
ou apenas
o sujeito inculto
que desconheço?
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Aceito, sem visão,
a poesia
do teu orgasmo alto,
que sugere
espécime rara
do gênero paixão.
O que, portanto,
indicaria
o teu sustentar
do meu desmonte?
Minhas lágrimas,
minhas dores,
ruídos,
rumores...
Teus voares,
alforrias,
(in)valores...
Poema lírico-existencial, de temática afetiva, com forte experimentação linguística.
O poema expressa a falta de um vínculo afetivo e o desejo de pertencimento diante de alguém que permanece, em grande medida, desconhecido. A ausência provoca no eu lírico questionamentos sobre o outro, sobre o desejo...