As contas do segundo quarteto batem certinho: ele dava tudo, ela levava tudo, e o amor dela acabou porque era pouco. Até a aritmética fica do lado dela.
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As contas do segundo quarteto batem certinho: ele dava tudo, ela levava tudo, e o amor dela acabou porque era pouco. Até a aritmética fica do lado dela.
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Eu amei muito mais do que devia
Alguém que muito pouco ou mal me amou.
Para agradá-la, eu tudo permitia
Ao passo que ela tudo me negou.
Eu tudo que tivesse lhe daria...
Quanto eu tinha, de facto, ela levou.
Meu amor, que era muito, eu dividia.
Seu amor, que era pouco, se acabou.
Livre igual passarinho, ela voava;
Enquanto eu, na gaiola, nem piava
Na esperança de que ela enfim me amasse.
Debalde... Ela se foi sem avisar,
Deixando-me no mais distante olhar
Lágrimas a rolar por minha face.
Betim - 17 10 1996
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