Até onde vai esse sentimento?
Que não sabe aonde deve ficar,
Que não sedimenta
E não volta pro lugar.
Que me esquece de falar...
Pensar,
Eu penso em você,
Quando vai me olhar?
Estranho do desconhecido sentimental,
De longe do distante consentimento acidental,
Que me acidentou e nem perguntou,
Sublime do romantismo mental.
Mais doloroso que o ontem,
Menos compreensível que o hoje,
Que pulou o anteontem
E ignorou que fosse.
Do desconcertante sentimento
Que me conhece tão bem
E ainda lembra da última
Isso não me faz alguém?
Presente.
Não é graça,
Nem felizmente,
Mas talvez ausente.