Pular para o conteúdo
Carregando…

De mim para um antigo eu

Gigica

Conteúdo da publicação

Quando te vejo no espelho vejo o quão diferente é

Parece forte, paciente, madura, e sábia.

Mas sabemos que você não é nada disso

por traz dessa armadura existe alguém frágil, explosiva, imatura, e precipitada.

Você só aprendeu a fingir ser alguém que talvez seria bem vista.

Se olhassem para você sem essa armadura pesada que te abraça e te envolve, você achou mesmo que as coisas mudariam tanto, pare de criar uma ilusão que te afunda em uma mera ficção.

Será que gostariam do que vissem?

Será que desse jeito vou ser aprovada?

Será?

Será?

Será?

E se eu fosse diferente?

E se eu gostasse mais disso?

E se eu esconder o que sinto atraz de um sorriso? Talvez seria mais fácil

E se?

E se?

E se?

Tão boba, tão falha, tão... humana

Seja quem você é eu te digo, bela mulher que vejo neste reflexo, entre eu e você esta tudo sem nexo.

Engraçado porque somos a mesma pessoa.

Dividimos o mesmo rosto, mas quem é você?

Eu me sinto leve, pois não carrego mais o peso de ser você, agora só sei sorrir ao te ver, finalmente tirou essa armadura e olhe o quão bonita e verdadeira tu és.

Thoughts

  • Quiteria

    Os será em fila, e depois os e se, parecem a cabeça girando quando não consegue parar. Gostei muito de cada um ficar sozinho na sua linha, dá o tempo da dúvida.

    Permalink
  • Zezinho

    O título fala em antigo eu, mas o poema começa conversando com o reflexo como se fosse outra mulher morando no espelho. Só lá no fim a gente entende quem tirou a armadura.

    Li assim: a leve é a de agora, e a que ficou do outro lado do vidro é a antiga, ainda com todas aquelas perguntas na cabeça.

    Permalink

Publicações relacionadas

Pública 0 conversa 2 pensamentos 21 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Quando te vejo no espelho vejo o quão diferente é

Em grupos