A existência humana é irracional.
Buscam motivos
em planos superficiais
para esconder, no fundo,
aquilo que realmente os move.
Tolo é quem diz conhecer o outro —
viu apenas
uma das muitas faces
de um mesmo rosto.
Mais tolo ainda
é quem diz compreender alguém
quando o próprio indivíduo
se recusa a se ver.
Olhos.
Olhos em todas as partes.
Ainda assim, acreditam saber quem são.
Repetem o mesmo velho ditado
como se fosse verdade:
“Diga-me com quem andas
e eu direi quem és.”
Mas não percebem —
são mais do que pessoas,
mais do que momentos.
São consequências.
De sentimentos,
de sensações
que a mente tenta traduzir.
Quem são?
Por que são?
Essas perguntas
realmente mudam
o resultado da equação?
(Autoral de Sids)