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Imoralidade Letal.

MisticooMustico

Conteúdo da publicação

Resquícios de nosso ser sempre nos levam a frieza, por não nos tornarmos aquilo que éramos para ser.

Sempre decidimos o pior, sempre decidimos pelo egoísmo, só pelo falso prazer, um prazer momentâneo.

Egoísta ou libertador? Imoral ou Amoral? Qual lhe fará mostrar o seu real você?

O seu real você é sujo, um ser desprezível, que sempre fará de tudo apenas pelo benefício próprio, apenas pelo próprio prazer momentâneo.

Os fantasmas de seus próprios erros te acorrentaram, lhe fazendo lembrar, lhe fazendo remoer por tudo.

As correntes não se quebram, os olhares não somem, tudo que resta é seu ser, nesta escuridão que você mesmo se colocou.

Sabes que a culpa disto tudo é sua, apenas sua.

Sabes o quão errado foi, o quão desgraçado se tornou.

Afundado no próprio limbo, afundado nos próprios remanescentes do seu passado.

Ainda se lembram? Sempre lembrarão.

Ainda se importam? Sempre se importarão.

Apenas o que resta é aceitar que se deixou consumir pela toxicidade da sua mente.

Apenas o que resta é aceitar que sua letal Imoralidade destruiu sua vida.

A culpa disso? Totalmente sua.

O final disso? Consumido por tudo aquilo que mais odiava.

No fim, tentar mudar não adiantou de nada.

No fim, o que sobrou foram apenas fragmentos de sua alma.

Thoughts

  • leituraDaNoite

    Fiquei presa no pedaço das perguntas que o próprio texto responde: "Ainda se lembram? Sempre lembrarão." Li duas vezes, porque não sobra espaço nenhum entre a pergunta e a resposta, ela já chega fechada. E o título pesa diferente quando se chega no fim, naquele "tentar mudar não adiantou de nada".

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  • Anisio

    As correntes que não quebram e os olhares que não somem ficaram comigo. A culpa toda cai no próprio narrador, mas quem olha continua lá fora, lembrando. Eu leio o peso maior nesse ponto.

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  • deixoumarca

    Tem cara de texto escrito de uma vez, sem respirar. O você aparece o tempo todo, mas soa como alguém falando com o próprio reflexo, e isso deixa tudo mais frio.

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  • Ovid

    No meio de tanta sentença, o trecho sobre tentar mudar e não adiantar de nada é o que mais pesa pra mim, porque é a única hora em que o texto admite que houve uma tentativa. Todo o resto condena, mas ali alguém tentou. Imagino que cada pessoa vai ler esse detalhe de um jeito, conforme o que ela mesma já tentou mudar.

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Resquícios de nosso ser sempre nos levam a frieza, por não nos tornarmos aquilo que éramos para ser.

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