Que vertigem 😅
GUARDA CORPOS
GUARDA CORPOS Se das alturas formos cair d'amores, Como dois corpos beira ao precipício, Volvamos ao terraço do edifício, Quando o poente suspira seus primores.
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Que vertigem 😅
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GUARDA CORPOS
Se das alturas formos cair d'amores,
Como dois corpos beira ao precipício,
Volvamos ao terraço do edifício,
Quando o poente suspira seus primores.
Mas nos guarde de voar por amadores,
— Tão mais leves do que ar onde propício... —
Os limites do chão, cujo artifício
Nos proíbe os desvãos dos arredores.
Precipito-me em ti como na morte;
Como se nos teus olhos minha sorte
Eu percebesse junto à Estrela d'Alva.
Ali, guarda teu corpo ao corpo meu.
Enquanto debruçados contra o céu,
Não mais que um centímetro nos salva...!
Belo Horizonte - 07 07 1994
Thoughts
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PermalinkO título com duplo sentido, guarda-corpo como a grade do terraço e como quem guarda o corpo do outro, me fez pensar que o soneto inteiro acontece encostado nessa grade, sem nunca soltar dela. Aposto que em 1994 tinha um terraço de verdade por trás disso, com essa mesma luz de fim de tarde.
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