Ao me aprofundar em meus desejos mais profundos, vejo que aquilo não reflete quem de fato sou. É apenas um espasmo elétrico cognitivo, que acredita ser quem sou.
Após o clímax de meus sentimentos, me vêm a lucidez, da qual se revela a realidade. Mais uma vez, me vejo sozinho e deprimido. Porém, pela primeira vez, vejo o homem e não a casca vazia.
Assim me levanto mais uma vez, não como um homem que encara seus problemas sem cair, mas como um homem que se recusa a desistir.
É mais doloroso para mim desistir do que enfrentar meus medos, pecados, desejos que me impedem de avançar.
Não me levanto porque tenho um desejo ardente para mudar ou um destino a seguir, me levanto, pois ficar no chão já me custou demais.
Não aguento a ânsia de ver minha vida correr perante meus olhos, sem ao menos eu vivê-la.
É isso, minha motivação. Não é o desejo, não é um sonho, não é o destino, é simplesmente, o fato de não desistir.