Deixar-me falar, só por um momento,
tô pouco me queixando já tem um tanto de tempo.
Mano, tá cansando agora pra caralho,
viver nessa mente embaralhada dentro dum baralho.
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Tamo seguindo junto aí, a cada passo,
um a um como tijolos dentre um compasso
duma via, que podia ter até passagem,
mas nessa vida nem pude nadar na bendita margem.
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E se um dom, com um tom um bom pouco diferente,
poderia até fazer bem belo esse sol nascente
na madrugada de mais uma bem longa manhã;
só queria ter licença para acordar um pouco sã.
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Vejo o mundo ser bem menos o que és,
nas rodas matizadas com cordas nos pés.
Mas será o mundo a visão sobre ele?
Se isso for verdade, o que dirá dos seres?
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Bem vejo bem menos belo ou convincente.
O que será de mim, pranto e eterno presente?
Sendo e acontecendo até a minha morte
O que será que será se não houver um dote
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para o meu lado, ou para o lado seu?
Não posso ser mais isso ou menos que plebeu.
Quem é libertado dos confins do mundo
será aquele que não entende do quão é tão tudo.
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Foda pra caralho, palavras bonitas
para confortar nossas margens positivas.
Pena e penar no pensar do céu,
pairando sobre a cama ou grade do réu.
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Detento é aquele que não se abre,
acaba se valorizando na cor da sua carne.
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Sangrando, saindo supra sua safra,
separando o que se sente e sussurra.
Serelepe, salgada, se soa salafra,
suba a sua sonda, solda, e se supera
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Calado se deve beber o amargo
do cálice sujo pra matar a vontade.
Numa dessas e que me sinto salgado
na vontade que vem pelas horas da tarde,
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e assim na madruga durmo lacrimejando,
escutando Lacrimosa sem o lindo canto.
Se perde a vontade até de sair tocando,
na vontade minha ou até nessa do santo.