A espuma engole o vidro:
o mundo lá fora
perde o cinza.
(Para Manoel de Barros)
A espuma engole o vidro:
o mundo lá fora
perde o cinza.
(Para Manoel de Barros)
Pela espuma eu chuto chope tirado no capricho, colarinho alto, e alguém segurando o copo contra a janela num fim de tarde nublado. Só assim o cinza some mesmo.
Platônico amor meu, Liberto-te de minha mente; Antes que me torne refém teu, Tolherei essa mental paixão ardente.
Era uma vez uma raposa tão cruel,
O alvorecer dá nova flora que se banha da fonte que mui transborda, ma(i)s das lágrimas de quem mui chora, com incertas vias que podem leva-lo homem mui além de que conseguem mortais vidas.
Ensaio literário sobre o medo que chega antes da dor
E no dia em que nada sabia, eu achava que sabia de tudo, e no dia em que descobri tudo, percebi que não conhecia nada, eu apenas sonhava, pensando no meu futuro, mas hoje o próprio presente já basta.
Esse brilho em mim,
As vezes eu me pergunto Quantos inimigos eu posso enterrar ? Até sentir fanta dos meus amigos Quanto tempo tem que se passar ? Até a verdade se apreciar Quanto sera que eu tenho que cantar ? Até os…
Dezesseis primaveras,
A espuma engole o vidro: