Isso. Caixa de cimento.
EXISTENZMINIMUM
Pensamento
Isso. Caixa de cimento.
Conteúdo da publicação
EXISTENZMINIMUM
Arranha-céus arranham o horizonte
Da cidade estendida até as serras.
Sobram sombras sobre as altas terras
D’onde antes se avistava um belo monte.
Da janela, só trânsito se conte;
Nos jornais, econômicas guerras:
Euros d’alemanhas, libras d’inglaterras…
Entre factoides apócrifos sem fonte!
Prédios: Esquadrias e paredes,
Já de existências mínimas as sedes,
No amplo mosaico metropolitano.
Panorama de caixas de cimento:
Onde não cabe nem meu pensamento,
Fazer me caber todo o quotidiano!
Belo Horizonte - 20 04 2002
Thoughts
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PermalinkBelo Horizonte sem a serra na janela é a cidade que a minha mãe ainda descreve como perdida. E o poema é de 2002, imagina agora.
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PermalinkO título tem história: Existenzminimum foi o tema do congresso de arquitetos de Frankfurt em 1929, a casa mínima para o operário viver com dignidade.
Setenta anos depois o poema vira a palavra do avesso, a casa mínima já é a cidade toda e o que não cabe é o pensamento. Fica a matar.
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PermalinkDa janela só trânsito... tem prédio por aí que nem isso mais, a janela dá direto no vidro do vizinho.
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PermalinkIsso. Caixa de cimento.
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