EXISTENZMINIMUM
Arranha-céus arranham o horizonte
Da cidade estendida até as serras.
Sobram sombras sobre as altas terras
D’onde antes se avistava um belo monte.
Da janela, só trânsito se conte;
Nos jornais, econômicas guerras:
Euros d’alemanhas, libras d’inglaterras…
Entre factoides apócrifos sem fonte!
Prédios: Esquadrias e paredes,
Já de existências mínimas as sedes,
No amplo mosaico metropolitano.
Panorama de caixas de cimento:
Onde não cabe nem meu pensamento,
Fazer me caber todo o quotidiano!
Belo Horizonte - 20 04 2002