Nada. Absolutamente nada.
Não ache que eu acredito saber de tudo.
Eu não sei e nunca vou saber.
Minha curiosidade nunca vai se satisfazer.
Eu nunca vou estar satisfeita com ninguém.
Nem comigo mesma.
Me ache cruel e julgadora.
Não tenho como rebater.
Meus versos trazem à tona aquilo que penso ser.
Sou solitária, calma, ansiosa.
Corajosa, debochada e ótima em defender aquilo que acredito ser certo.
Sou compreensiva, empática, ingênua e, às vezes, tola.
Sou tantas coisas que acabo percebendo que, para a maioria das pessoas, sou menor que nada.
E eu gosto.
Aprendi a gostar de ser menosprezada.
Quando ninguém espera que eu seja diferente, ninguém espera que eu vença.
E é nesses momentos que tudo parece se encaixar.
Quanto mais duvidam de mim ou me esquecem, maior é a probabilidade de eu acertar.
Gosto de cantar, elogiar, ver as pessoas melhorarem e acreditar que sempre tem alguma coisa boa acontecendo em algum lugar.
Posso ser egoísta.
Posso ser má.
Sei que tenho capacidade de acabar com alguém.
Estranhamente, não luto.
Parei de lutar.
E essa ideia não veio me assombrar.
Tento ser boa.
O tempo todo.
E eu queria que fosse natural.
Tão fácil.
Tão simples.
Tão bom.
É bom ser boa.
As pessoas que machuquei não foram machucadas de propósito.
A não ser quem machucou alguém que eu amo — sem a devida razão que faça sentido perante a lei e tudo mais.
Enfim.
Sou Sids, e eu sei muita coisa sobre mim.
(Autoral de Sids)