Quando eu estiver sendo contrariada de maneira rude, ameaçadora ou humilhante, eu posso me desregular e reagir de forma agressiva. Por isso, não tente me enfrentar ou me humilhar. Preserve sua segurança, mantenha distância e procure ajuda se perceber que a situação está saindo do controle.
Quando eu não tiver notícias suas, posso interpretar o silêncio como abandono. Um simples “bom dia” ou uma mensagem breve pode fazer diferença e me ajudar a não alimentar interpretações dolorosas.
Se eu estiver em crise, fazendo ou dizendo coisas que normalmente não faria, lembre-se de que aquilo pode ser um sinal de desregulação. Não tente resolver tudo sozinho: se houver risco, procure a emergência ou alguém capacitado para intervir.
Se eu estiver internada, uma visita, uma conversa tranquila ou até levar alguma comida podem significar muito. Não preciso que sintam pena de mim; preciso ser tratada como alguém que está passando por uma situação difícil e ainda merece dignidade.
Quando eu estiver instável, ajude-me a voltar para a realidade, com calma e limites. Não valide comportamentos que possam me colocar em perigo só porque eles fazem parte da minha crise.
E, se eu tentar acabar com a minha vida, leve a situação a sério e procure imediatamente atendimento de emergência.
Eu não espero que alguém seja responsável pela minha doença ou pela minha segurança. O que espero é que as pessoas próximas saibam reconhecer quando estou em crise, estabeleçam limites seguros e procurem ajuda quando necessário.
Quem convive comigo também precisa preservar a própria segurança. Cuidar de alguém não significa aceitar agressões, ameaças ou colocar a própria vida em risco. Pessoas irresponsáveis podem ser perigosas para mim, especialmente quando ignoram limites, incentivam comportamentos de risco ou não procuram ajuda diante de uma crise.