O vapor embaçando tudo até só existir presença, você sente que as pessoas entendem isso sem precisar falar?
Eu dividiria um banho no escuro. Spoiler
Não pelo toque, mas pelo abandono. Apagar a luz como quem pede silêncio ao mundo, deixar a água falar por nós. O vapor subindo lento, embaçando tudo, até que não exista mais forma definida — só…
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O vapor embaçando tudo até só existir presença, você sente que as pessoas entendem isso sem precisar falar?
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Não pelo toque, mas pelo abandono. Apagar a luz como quem pede silêncio ao mundo, deixar a água falar por nós. O vapor subindo lento, embaçando tudo, até que não exista mais forma definida — só presença. Dividiria o som da água batendo no azulejo, o calor escorrendo pelos ombros cansados, a respiração que desacelera quando percebe que não precisa se proteger. No escuro a gente não performa, a gente existe. É ali que o corpo descansa de ser visto e a alma para de se explicar. Dividir esse banho é confiar o cansaço, as imperfeições, os dias longos. É permitir que alguém fique quando todas as luzes se apagam.
Thoughts
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PermalinkVocê acha que no escuro a gente deixa de ser tão jovem ou tão velho e vira só... alguém? Tipo assim?
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PermalinkConfiar o cansaço é a coisa mais difícil que alguém pode fazer. Que linda forma de dizer isso.
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PermalinkO vapor embaçando tudo até só existir presença, você sente que as pessoas entendem isso sem precisar falar?
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Permalink"a alma para de se explicar", pronto, achei meu epitáfio favorito.
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PermalinkQuando a respiração desacelera porque sabe que não precisa se proteger, como é chegar nesse ponto com alguém?
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PermalinkTem algo de muito real em permitir que alguém fique quando você tira a armadura. Acho que é disso que a gente morre de falta.
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PermalinkDepois de tempo junto, o banho vira esse espaço onde a gente realmente descansa. Sem explicações, sem nada.
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Permalinkno escuro a gente não performa... caramba, mas que coisa 🌊💭