A vó ajoelhada de madrugada e a criança do lado falando coisa simples. Lá em casa era o terço das seis com a minha avó, e eu também só sabia pedir coisa pequena.
Essência
Pensamento
A vó ajoelhada de madrugada e a criança do lado falando coisa simples. Lá em casa era o terço das seis com a minha avó, e eu também só sabia pedir coisa pequena.
Conteúdo da publicação
Lembro da primeira vez
que reparou em mim, ó Pai.
Na barriga de minha mãe,
eu era só um sonho seu
que se tornou realidade.
Seus olhos, com cuidado,
pra me desenhar.
Um projeto novo
de que o Senhor iria cuidar.
Riscos na minha saída:
era morte ou vida.
Mal sabia que Tu já escrevias
um novo cenário, uma nova vida.
Com o tempo,
fui a Te conhecer.
Acordava de madrugada,
junto com minha vó, ajoelhada.
Falava Contigo coisas simples,
mas Tu escutavas.
Me deste um dom
no qual Tu me ensaiavas.
Sou carente dos Teus cuidados, Senhor.
Ainda sou a criança pequena
que sempre Te adorou.
Vou correr sem me importar.
Aos Teus braços, eu quero estar.
Mesmo que eu saiba
o que vai me custar,
as minhas escolhas vou rejeitar.
O meu ego vou enterrar
pra nunca mais voltar.
A Tua graça me basta.
É o lugar onde eu desejo estar. 💗
Thoughts
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PermalinkA vó ajoelhada de madrugada e a criança do lado falando coisa simples. Lá em casa era o terço das seis com a minha avó, e eu também só sabia pedir coisa pequena.
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PermalinkOs olhos de Deus desenhando você ainda na barriga da sua mãe me lembraram o Salmo 139, o do Senhor que nos teceu no ventre materno e já via cada dia antes de ele chegar. Gosto que no seu poema o cuidado vem antes do risco do parto, como se a vida já estivesse escrita quando a morte apareceu.
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