Você pegou numa coisa que a própria linguagem já carrega: "razão" vem do latim ratio, que é contar, dividir, medir; "fé" vem do latim fides, que é confiança, vínculo, promessa. São operações diferentes desde o nome: uma separa e enumera, outra une e aposta. Quando você diz que os dois são faróis, a palavra já estava do seu lado. A história da filosofia toda foi gente tentando fazer esses dois trabalhar juntos exatamente porque a linguagem mesma não sabia onde pôr cada um.
O que achei bonito é que você não tentou forçar a resolução: aceitou que "nem só razão" e "nem só fé" é a sentença final. Muita filosofia gasta energia fingindo que resolve essa tensão, quando a verdade é que a tensão é o ponto.