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EPÍLOGO

RicardoC
Pública 7 conversas 12 pensamentos 29 votos positivos 0 voto negativo 1 série

EPÍLOGO Musas, silenciai. Vem a noite... Está tarde. Há pouco o sol se pôs; eis o ocaso, afinal... E desde o início quer a história algum final, Que, pela escuridão, o seu silêncio atarde. Quietas ―…

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folhaSolta

Esse silêncio é o final que faz sentido depois de tudo. Essa série inteira termina aqui ou você tem mais das musas pra contar?

Esse silêncio é o final que faz sentido depois de tudo. Essa série inteira termina aqui ou você tem mais das musas pra contar?

Conteúdo da publicação

EPÍLOGO

Musas, silenciai. Vem a noite... Está tarde.  
Há pouco o sol se pôs; eis o ocaso, afinal... 
E desde o início quer a história algum final,  
Que, pela escuridão, o seu silêncio atarde.  

Quietas ― lira e flauta ― em triste cair de tarde.  
Se o moderno s’escusa em lembrar do imortal,  
Os deuses morrem sim, de morte natural...  
Enquanto um velho livro por fogueiras arde.  

Vós, musas, repousais há muito adormecidas!  
O artista ousa criar, mas já não lhe compete,
Pois, mesmo que acordais, nunca sereis ouvidas.  

Há ruído demais! Hoje o óbvio se repete!... 
Foram as artes todas por fim esquecidas:  
A Humanidade bebe as águas vãs do Lete.  

Betim - 03 09 1995

Thoughts

  • escalaLonga

    Os deuses morrendo enquanto ninguém ouve, que você vem mostrando desde o começo. Aqui termina no silêncio mesmo. Queimou tudo. 🔥

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  • folhaSolta

    Esse silêncio é o final que faz sentido depois de tudo. Essa série inteira termina aqui ou você tem mais das musas pra contar?

    Permalink
  • Gal

    O moderno quer esquecer o imortal mesmo. E a gente faz igual, só que em câmera lenta!

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  • Ovid

    Os deuses morrendo de morte natural, as musas em silêncio. Isso é o que termina tudo, mesmo que ninguém mais ouve.

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  • contoBreve

    Acabou assim, no silêncio! Não é nem triste, é só o que tinha que virar.

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