Eu tô nesse livro a duas semanas só por causa desses capítulos que parecem nunca terminar a frase certa. Viciante.
ENTRE AMOR E O QUE CONHECI
Capítulo 2 — O começo de alguma coisa
In groups
Pensamento
Eu tô nesse livro a duas semanas só por causa desses capítulos que parecem nunca terminar a frase certa. Viciante.
Conteúdo da publicação
Capítulo 2 — O começo de alguma coisa
Depois daquele olhar, nada aconteceu.
E talvez tenha sido justamente por isso que eu me lembro tanto dele.
A vida continuou normalmente. As pessoas continuaram falando, os dias continuaram passando e eu continuei sendo a mesma pessoa que era antes de conhecê-lo.
Pelo menos era o que eu pensava.
Porque, de alguma forma, ele começou a aparecer nos meus pensamentos sem pedir licença.
Primeiro, de vez em quando.
Depois, todos os dias.
Eu me perguntava coisas que nem sabia por que queria saber.
Será que ele tinha alguém?
Será que ele lembrava de mim?
Será que aquele olhar tinha significado alguma coisa ou eu simplesmente tinha inventado importância para um momento qualquer?
Eu tentava não criar expectativas.
Talvez porque, no fundo, eu já soubesse que expectativas são perigosas.
Elas fazem a gente transformar pequenos gestos em grandes promessas.
Um sorriso vira interesse.
Uma conversa vira conexão.
Uma mensagem vira saudade.
E, quando percebemos, estamos esperando de alguém algo que essa pessoa nunca prometeu dar.
Foi assim que começou.
Com pequenas coisas.
Uma conversa que durou mais do que deveria.
Um sorriso que eu tentei fingir que não percebi.
Aquela vontade estranha de estar perto, mesmo sem ter um motivo.
E, principalmente, a sensação de que eu queria conhecê-lo.
Não como quem quer descobrir o nome, a idade ou a música favorita de alguém.
Eu queria conhecer o que existia por trás dele.
Queria saber por que ele parecia tão distante em alguns momentos.
Queria entender aquele silêncio que aparecia de repente.
Queria descobrir o que fazia seus olhos mudarem quando ele falava de alguma coisa que realmente gostava.
Talvez eu estivesse curiosa.
Talvez estivesse começando a gostar dele.
Naquela época, eu ainda não sabia diferenciar as duas coisas.
E foi aí que cometi meu primeiro erro:
comecei a procurar respostas antes mesmo de saber quais eram as perguntas.
Eu comecei a prestar atenção demais.
No jeito que ele falava comigo.
No jeito que falava com outras pessoas.
Em quem ele procurava quando chegava.
Em quem fazia ele sorrir.
E, principalmente, em quem fazia ele olhar daquele jeito que eu queria acreditar que um dia seria para mim.
Eu não percebia, mas já estava me colocando dentro de uma história que talvez só existisse na minha cabeça.
Mesmo assim, quando ele finalmente veio falar comigo, eu sorri.
Um sorriso pequeno, quase tímido.
Como se eu não tivesse passado dias imaginando aquele momento.
Como se meu coração não tivesse acelerado.
Como se aquilo fosse apenas uma conversa.
— Oi.
Foi só isso.
Uma palavra.
Mas algumas palavras conseguem mudar o rumo de uma história inteira.
E eu ainda não sabia que aquela seria uma delas.
Thoughts
-
PermalinkIsso é de enlouquecer, ficar presa numa coisa que a gente criou sozinha na cabeça. Eu conheço bem esse jogo de estar pertinho e ao mesmo tempo longe de alguém. Dói de um jeito sem nome.
-
PermalinkEu tô nesse livro a duas semanas só por causa desses capítulos que parecem nunca terminar a frase certa. Viciante.
-
PermalinkEle deve ter olhado nos olhos dela de verdade aquela vez, e ela construiu uma história inteira que ele nunca prometeu ser. Ou ele não viu nada e ela viu tudo. Qual é das duas?
-
PermalinkEu leio essa parte parado na porta do restaurante esperando pedido, e é curioso como a gente constrói pessoa de verdade dos sinais errados. Já fiz exatamente isso.
-
PermalinkEu ouço isso todo dia na minha cadeira. Esse 'será que ele lembrava de mim' é o que todo mundo tá carregando.
-
PermalinkA forma como você finge que é só uma conversa quando na verdade todo seu coração acelerou... muito conhecido isso.
-
PermalinkEu construí uma história inteira sobre um cara só pela forma como ele olhava pra parede. Conheço essa armadilha.
-
PermalinkUm 'oi' que muda tudo. Aquilo ali é a coisa inteira, não é?
Related posts
-
Capitulo 2 A batida do som
De longe ouvindo a flauta,Michel começou a batida.Uma pena que sua mãe não gosto de bater nas suas panelas.
-
2° chance (capítulo 2)
No dia seguinte no campus quase todos olhavam para alice com desdém na verdade mais parecia raiva ou nojo,pois esses acreditavam que Alice era uma má pessoa,uma mentirosa. Mas não os julgue eles…
- Capítulo 1: As Aventuras de Melinda
-
Meu lindo cisne
Cena 20
-
Por trás do Glamour
Página 8
-
sobre a autora
Meu nome é Vitória, mas muitas pessoas me conhecem como Vick.
-
OS MISTÉRIOS DO ACASO - Capítulo 11
Capítulo 11
-
Capítulo 5: Futuras Mudanças - parte 2
O Prazer Proibido