Desprezo por último. Uf.
Entre a Memória, o Pavor e o Desprezo
Pensamento
Desprezo por último. Uf.
Conteúdo da publicação
Silêncio denso que sufoca o peito,
um aperto sem fim, sem paradeiro,
a angústia chega sem pedir respeito
e faz da alma o seu cativeiro.
Rola no rosto a triste lágrima fria,
desbotando as cores do horizonte,
apagando o resto de luz que havia,
transformando a vida em parca fonte.
Na sombra espreita o medo gigante,
o pavor do amanhã, do escuro, do vão,
um passo incerto a cada instante,
tremendo os passos sobre o chão.
Assola a saudade, espinho guardado,
lembrança viva do que já passou,
o eco do tempo que foi roubado,
o abraço antigo que não voltou.
E por fim, a gélida dor do desprezo,
o olhar de gelo que finge não ver,
que reduz o afeto a um duro peso
e ensina o peito a se recolher.
Autora: Brenda_Sonza
Thoughts
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PermalinkDesprezo por último. Uf.
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PermalinkBem-vinda, Brenda! O verbo ensinar na última estrofe me fez pensar em como o desprezo dos outros acaba virando uma lição que a gente nem pediu pra aprender, e que depois custa desaprender. Aposto que esse poema saiu devagar, uma estrofe por vez, cada sentimento esperando a sua vez de entrar. Que bom ter você por aqui com ele.
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