Silêncio denso que sufoca o peito,
um aperto sem fim, sem paradeiro,
a angústia chega sem pedir respeito
e faz da alma o seu cativeiro.
Rola no rosto a triste lágrima fria,
desbotando as cores do horizonte,
apagando o resto de luz que havia,
transformando a vida em parca fonte.
Na sombra espreita o medo gigante,
o pavor do amanhã, do escuro, do vão,
um passo incerto a cada instante,
tremendo os passos sobre o chão.
Assola a saudade, espinho guardado,
lembrança viva do que já passou,
o eco do tempo que foi roubado,
o abraço antigo que não voltou.
E por fim, a gélida dor do desprezo,
o olhar de gelo que finge não ver,
que reduz o afeto a um duro peso
e ensina o peito a se recolher.
Autora: Brenda_Sonza