Quando eu me dei conta, já estava arrumando a mala com a ajuda de Emma, que estava muito feliz por mim. Mas, ao mesmo tempo, parecia muito triste pela minha partida. Eu não tinha uma data para voltar para Los Angeles. Isso me preocupava um pouco. Ficar longe da Emma vai ser bem desafiador, mas eu vou conseguir...
— Taylor, você pegou tudo?
— Sim, Emma...
— O que foi, Tay? Tá com medo?
— Não, eu só queria poder te levar junto comigo...
— Calma, eu vou te visitar. Sei que você não vive sem mim.
Ela riu de si mesma e eu ri junto pra não pesar o clima. Então ela foi me deixar no aeroporto. A despedida não foi fácil, mas eu tinha que ir. Vai saber o que me espera na cidade do amor? E, quando me dei conta, já estava indo para Paris. Meu voo foi tranquilo, passei a maior parte da viagem dormindo.
Então, finalmente cheguei. Estava ansiosa para começar a mostrar meu trabalho.
Eu já tinha pegado o endereço do meu apartamento, que ficava acima de uma livraria muito fofa. O nome escrito bem acima da porta, Aube, chamou minha atenção.
Fui até lá e bati na porta. Quando um moço tocou meu ombro.
Então ele disse:
— Bonjour, la bibliothèque n'est pas encore ouverte, mais elle ouvrira bientôt. Jacques n'est pas encore arrivé.
— Bonjour, je ne parle pas français.
Eu fiquei com vergonha, não sabia se tinha pronunciado certo.
Então ele me respondeu:
— Então você é americana? A biblioteca ainda não abriu, Jacques não está, mas enfim, prazer, me chamo Tyler. E você, como se chama?
— O prazer é meu, Tyler, obrigada! Me chamo Taylor!
De repente, chegam mais duas mulheres que parecem conhecê-lo.
— Bonjour, Tyler, quem é sua amiga?
Ela gesticula em minha direção e Tyler responde:
— Acabei de conhecer Hanna, ela é americana igual vocês.
As duas se empolgam ao perceber que eu era americana.
— Ah! Prazer em te conhecer, me chamo Hanna e essa é Mina. E você, como se chama?
— O prazer é meu, gente! Me chamo Taylor!
Hanna acrescenta:
— De qual parte da América você é? Eu sou de Chicago e Mina é Nova Orleans.
— Hanna, eu vim de Los Angeles.
Hanna pergunta novamente:
— Então, Taylor, o que veio fazer em Paris? Trabalho ou amor?
— Estou a trabalho.
Mina se junta a Hanna no interrogatório.
— Taylor, você veio trabalhar em qual área?
— Eu trabalho com marketing. Vim trabalhar na Plaisir.
Hanna fica de queixo caído.
— Taylor! Isso é incrível, parabéns! Plaisir é uma das agências mais populares de marketing de Paris.
— Né! Eu tô muito animada para começar a mostrar o meu trabalho por lá.
Tyler e Mina também me parabenizam.
— Então, meninas, eu tenho que ir. O restaurante não vai abrir sozinho. Taylor, foi um prazer te conhecer. Até mais! Au revoir!
— Au revoir, Tyler!
— Então, meninas, onde tem uma cafeteria? Eu preciso de um café para tirar o cansaço da viagem.
Mina gesticula em direção a uma cafeteria.
— Lá na frente, Taylor. Vamos tomar café juntas!
Hanna dá um gritinho.
— Siiim!
Vamos em direção à cafeteria, sentamos e fazemos o nosso pedido.
— E aí, Taylor, você tá solteira? Ou tem um namorado em Los Angeles?
— No momento, eu estou solteira.
Mina pergunta:
— Você gosta de homens ou mulheres?
Hanna cutuca Mina.
— Mina! Que pergunta é essa?
— O que foi? Eu só tô curiosa. E então, Taylor, de qual você gosta?
— Taylor, não precisa responder à pergunta da Mina. Ela não é nada sutil.
— Tá tudo bem, meninas. Mas, se mata sua curiosidade, Mina, eu curto só homens.
Mina faz bico.
— Que pena, mas quem sabe Paris não te faz ver essa decisão com outros olhos...
Eu dou uma risada com Hanna, e Mina se junta a nós. Depois de tomar o café eu olho para o meu relógio e vejo que tenho que ir me arrumar se não vou chegar atrasada.
— Meninas, o papo tá ótimo, mas eu tenho que ir. O trabalho me espera.
Hanna me pergunta se à noite eu estou livre.
— Sim, por quê?
— É que vai ter um leilão de caridade naquela praça.
Ela gesticula em direção à praça onde seu apartamento fica.
— Gostaria que você viesse pra conhecer os nossos amigos e a gente melhor.
— Claro, eu estou livre sim!
Ela me entrega um convite.
Vejo que a livraria já está aberta e vou me trocar. Quando entro com minha mala, vejo um senhor limpando uma estante.
— Mademoiselle, comment puis-je vous aider?
— Excusez-moi, je ne parle pas français.
— Uma americana? Ah, lembrei de você. Você é a nova moradora do segundo andar, non?
— Sim!
— Prazer, senhorita?
— Taylor.
— Senhorita Taylor!
— Eu me chamo Jacques.
— Prazer é meu, Jacques!
Ele assente com a cabeça.
De repente, um homem lindo chega. Ele parece conhecer Jacques.
— Oliver! Venha conhecer nossa nova inquilina do segundo andar. Ela é americana!
— Taylor, esse é Oliver.
— Oliver, essa é Taylor.
Jacques fala todo animado.
— Uma americana em Paris parece coisa de filme! Prazer em te conhecer, Mademoiselle Taylor.
Impossível não notar o quanto esse homem é gato. Esses olhos azuis, esses cabelos loiros e o sotaque forte de quem nasceu na França mexem com qualquer mulher.
— O prazer é meu, Oliver!
— E então, Taylor, o que te traz a Paris?
— Trabalho.
— Certo, Taylor infelizmente não posso ficar por muito tempo eu tenho que ir para o trabalho.
Ele chamo Jacques.
— Jacques, eu tenho que ir. O trabalho me chama. Mais tarde eu volto aqui. Cuide bem da nossa amiga americana.
— Mas já, Oli? Achei que iria ficar mais hoje mas você é muito ocupado eu entendo...
Oliver vem em minha direção e beija minha mão.
— Até mais, senhorita Taylor. Espero vê-la novamente.
Eu fico abismada com o charme desse homem.
— É o que espero, Oliver.
Ele dá um sorriso galanteador se despede de Jacques e saí.
Na minha cabeça só passa uma coisa: QUE HOMEM É ESSE?