[Intro – atmosfera pesada]
Som de passos ecoando no corredor, baixo profundo, chuva ao fundo
Um sussurro, quase inaudível:
“Bom… dia…”
[Verso 1]
Ele abre os olhos, cidade dormindo ainda
Café frio, mochila nas costas, alma ferida
Passos que não fazem eco, palavras que não chegam
Olhares atravessam, cortam, deixam marcas na pele
(batida entra devagar, lenta, pesada)
“Bom dia, pessoal…”
Silêncio.
Risos contidos, olhos que passam de raspão
Ele engole o nó na garganta, mas segue em vão
[Pré-Refrão]
Cada sorriso não recebido
Cada silêncio não quebrado
Cada passo sozinho
Queima dentro do peito, pesado
[Refrão – explosão emocional]
Bom dia… ninguém responde
Bom dia… ele se afunda, mundo cego
Bom dia… coração ferido, gritando
Bom dia… ele insiste, mesmo sofrendo
[Verso 2 – tensão crescente]
Garotos cochicham, meninas reviram os olhos
Ele passa, invisível, mas cada passo é fogo
Tenta mais uma vez: “Bom dia, professora…”
Um eco vazio responde, o corredor se fecha
(batida mais rápida, sintetizadores agudos, tensão)
Ele poderia gritar, explodir, quebrar tudo
Mas segura a tempestade, mantém o rosto firme
Herói invisível, resistência silenciosa
A alma pura, atravessa a escuridão
[Ponte – clímax]
Som de chuva mais forte, bateria pesada
Cada bom dia não respondido é um golpe no peito
Mas ele levanta, encara o mundo com olhos de aço
Mesmo sozinho, ele é o dono do seu passo
[Refrão Final – intensidade máxima]
Bom dia… ninguém responde
Bom dia… ele resiste, mesmo ferido
Bom dia… mundo cego, cruel, frio
Bom dia… ele é luz no vazio
[Outro – fade emocional]
Som de passos ecoando, chuva diminuindo
Um último sussurro, firme, sereno:
“Bom dia…”