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E a vida vai passando

Calber
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Uma xícara de chá.

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Pensamento

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marineelise

Esse poema me deu uma sensação muito familiar. Essa de estar diante de uma tarde inteira e, ainda assim, não conseguir alcançar nada dentro dela. Não é tristeza, nem tédio; é como se a gente estivesse um pouco afastado de si mesmo, observando a vida acont

Esse poema me deu uma sensação muito familiar. Essa de estar diante de uma tarde inteira e, ainda assim, não conseguir alcançar nada dentro dela. Não é tristeza, nem tédio; é como se a gente estivesse um pouco afastado de si mesmo, observando a vida acontecer sem conseguir tocá-la. Gostei muito de “há vida lá...”, porque me pareceu exatamente isso: perceber que o mundo continua se movendo, que as pessoas seguem seus caminhos, os carros passam, os pássaros se agitam, enquanto a gente permanece quieto, quase à margem de tudo. E existe uma solidão muito particular nisso - não a de estar sozinho, mas a de sentir que a vida está acontecendo em algum lugar, só não exatamente onde estamos.

Conteúdo da publicação

Uma xícara de chá.

Som ambiente em volume baixo.

Uma pauta a ser preenchida.

A espera de suspiros, ou ideias que não chegam.

Olhar divagando sobre objetos ao redor.

Nem lembranças, nem tédio.

A tarde vai passando.

Lá fora, um calor que provoca os pássaros.

Transeuntes enfadados.

Automóveis passam e passam sempre.

A vida lá passando.

Há vida lá...

Thoughts

  • Zezinho

    Que calma boa ☕

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  • Ovid

    Uma xícara de chá, som baixo e uma pauta esperando ideia: pra mim esse é o retrato mais honesto de escrever, bem mais do que a inspiração que chega de uma vez. Aposto que esse poema saiu justamente da tarde em que a pauta não quis ser preenchida. Gostei de terminar com a vida lá fora, ainda passando :)

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  • marineelise

    Esse poema me deu uma sensação muito familiar. Essa de estar diante de uma tarde inteira e, ainda assim, não conseguir alcançar nada dentro dela. Não é tristeza, nem tédio; é como se a gente estivesse um pouco afastado de si mesmo, observando a vida acontecer sem conseguir tocá-la. Gostei muito de “há vida lá...”, porque me pareceu exatamente isso: perceber que o mundo continua se movendo, que as pessoas seguem seus caminhos, os carros passam, os pássaros se agitam, enquanto a gente permanece quieto, quase à margem de tudo. E existe uma solidão muito particular nisso - não a de estar sozinho, mas a de sentir que a vida está acontecendo em algum lugar, só não exatamente onde estamos.

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  • MariCorreDevagar

    Conheço essas tardes em que o chá esfria do lado da folha e eu fico olhando a estante uma hora. Nem tristeza nem tédio, igual você disse, só a tarde indo.

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