Vitória doce. Simples assim.
Doce Vitória
Sapinho, que estás fazendo? Nestas vitórias saltando? Se quiseres uma estrada Esta água é sagrada
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Pensamento
Vitória doce. Simples assim.
Conteúdo da publicação
Sapinho, que estás fazendo?
Nestas vitórias saltando?
Se quiseres uma estrada
Esta água é sagrada
“A rota que agora eu faço
Nas régias que estão boiando
É como tocar num traço
No qual estou desenhando”
Sapinho, estas vitórias
São frágeis e tão simplórias
Se desejas o que flutua
Pula no brilho da lua
“Se a lua flui no lago
Nas estrelas eu vou pular
E chegarei no outro lado
Onde eu desejo estar”
Sapinho, tu és ingênuo
A água não tem veneno
Se tu tentas, perdes tudo
O caminho não é curto
“Tu não és o meu arauto
E mostras ser de escória
Então permite meu salto
Não arruínes minha glória”
Sapinho, eu não mais digo
Pois há tempo te suplico
Mas se tu vais continuar
Não irei te atormentar
“Finalmente tenho paz
No caminho das vitórias
Sinto que isso me traz
Cheiro de novas histórias”
“Eu avisto o fim do rumo
Acabou-se a trajetória
Meus passos estão no túmulo
Salvos em minha memória”
“As falas daquele ser
Me perfuram como agulhas
Espera, não posso crer
O que na água borbulha?”
Sapinho, eu te avisei
Pelos sapos que já matei
Tu estás no outro lado
E serás esquartejado
Para com esta vanglória
A vitória é ilusória
Na terra, eu sou insana
Me apresento: Caninana
Contigo não serei suja
Eu permito que tu fujas
Mas não vai adiantar
Se correres, vou alcançar
“Se sou lento pra correr
Eu corro grande perigo
Preciso me esconder
E encontrar algum abrigo”
“A derrota é notória
Pois há tempo que eu vago
Nessas trevas aleatórias
Que uma serpente eu trago”
“Eu achei que conseguia
Mas estou desesperado
Na terra da agonia
Não quero ser devorado”
“Vejo algo ali em baixo
Para dar fim no estrago
Se parece com um riacho
Ou talvez seja um lago”
Sapinho extrapolado
Tu estás encurralado
Teu final já é previsto
Terminarás pelo grito
“Isto eu não permitirei
Nem que a água me possua
Lá em baixo estarei
Onde há brilho da lua”
No lago, não há vitória
A água é predatória
Se pular é o teu forte
Saltarás até a morte?
“Em ti, nunca hei de crer
Proferes somente o mal
Sei que vou prevalecer
Pois no lago não há sal”
Sapinho, retorne aqui
Eu não minto para ti
É o fim da tua vida
Vou perder minha comida
“Eu perdi na divisória
Isto é água que queima
Me despeço da vitória
Nos gritos da minha teima”
Sapinho, que tu fizeste?
Trocaste-me pela peste
Saltarás a alvorada
Por tocar água salgada
Em teu corpo ninguém pula
Que nesta água flutua
Retorno ao lago doce
Aguardando o fim da noite
Thoughts
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PermalinkAquele gosto de quando a gente faz uma coisa que achava que não ia conseguir. Fica.
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Permalink😋
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PermalinkA vitória que você entende sozinho é sempre mais gostosa.
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PermalinkQue finalzinho!
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PermalinkSim! Vitória doce é quando você finalmente prova pra si mesmo, não pra ninguém.
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PermalinkVitória doce. Simples assim.
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