Um portão a se abrir,
Um sorriso ao entrar,
Pouco a pouco chega o tempo,
De não ter mais esse olhar.
De bão se ver mais todos
Os dias o levantar,
O bocejar da casa
Que eu fiz lar.
Chega o tempo
Que não vou mais escutar
Meu velho amigo
Do meu cigarro reclamar.
Me acorde,
Me acorde antes do tempo chegar,
Será que dá tempo
Para um último jantar?
Por favor, me acorde,
Quero olhar você sair pra trabalhar.
Traço um peito
Marcado por lembranças,
Cada uma delas gravei na retina
Na lágrima e na alma.
Da alma surge a lágrima,
A lágrima molha a água,
A água lava a água,
A Água limpa lava o mar,
O mar sou eu, que inundo
Todos os caminhos
Que tenho que passar.