Eu sou uma coruja na cidade
Que pensa na lua durante o dia
Precisava daquela companhia
Lembro de minhas filhas com saudade
Me tira o sono de verdade
Se pudesse eu esqueceria
Sem a lua, viver é uma vil ironia
Daquele passáro resta metade
Durante o dia, anda pelo chão
Triste ave em decomposição
Mas continua sendo coruja
Junto delas vive meu coração
Eu deixo aqui minha gratidão
Amor eterno, Lilya e Niandra