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Do outro lado da janela

CarlosCorrea

Conteúdo da publicação

Quando a noite estende seu véu
Não se importando com o negrume
Eu me sento ao teclado ouvinte fiel
Tento encontrar em mim algum lume

Fecho os olhos e não sigo a canção
Consinto em que ela me transporte
A um lugar terno dentro da amplidão
De um abraço oxalá um beijo com sorte

Quanto sentimento um acorde tem guardado
Até onde um coração sombrio consegue sonhar
Há coisas que nunca pertencerão ao passado
Viverão ininterruptamente na imensidão do mar

Levanto-me iludido dou um passo e abro a janela
Pode ser que a canção retorne aos meus ouvidos
E ouça uma versão só para mim cantada à capela
Despertando visões e voos há muito adormecidos

Deus abençoe o lume das canções
Carlos Correa

Thoughts

  • quintal

    Fechar com uma bênção deixa o poema com cara de oração de fim de noite. Gostei muito de a bênção ir pra luz que as músicas acendem, quase como agradecer a uma vela acesa.

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  • guto32

    Pelo teclado ali no começo, aposto que a canção é tocada por você mesmo, e a janela aberta é pra ver se alguém lá fora devolve.

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Quando a noite estende seu véu Não se importando com o negrume Eu me sento ao teclado ouvinte fiel Tento encontrar em mim algum lume

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