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Distopia.

Raphael404
Pensamento

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aleroz

Monstro ou não, surgimos neste mundo. Não existe outro.

Monstro ou não, surgimos neste mundo. Não existe outro.

Conteúdo da publicação

Emaranhados de pensamentos, pensamentos acumulados, pensamentos torturantes, por que, mesmo tanto ao sofrer, estraga tudo repentinamente? Talvez eu goste dela, se sempre a tive e sempre a alimentei.

As pessoas costumam chamá-los de exagero, tanto exagero, em que até eu posso me achar perante um drama, o drama em que o personagem é desprezível, tão real. Para que me fizeram tão mal a chegar a esse ponto?

Dramático, dor dramática, tão falsa, o medo faz ela ser irreal, ao nível de até achar ser apenas exagero. Em um mundo que não posso confiar em ninguém a dizer o que sinto, ela é esquecida e, quando imaginada, nunca acontecida.

É estranho, estranho ter tanto medo, as pessoas são assustadoras, e eu não aguento mais ficar perto delas. Corações de pedra, apáticas normalizam a solidão, e eu não aguento viver assim nessa podridão.

Labirinto, me sinto em um labirinto vazio infinito em que corro sempre voltando ao mesmo lugar. É escuro, estou morrendo de medo, mas ninguém virá me ajudar.

Quanto mais tento suportar, mais sufocante se torna, estou prestes a sufocar. Tem água em formato de pesadelos no meu pulmão, os monstros me puxam um pouco mais abaixo desse rio.

Exagerado, fraco e patético, até quando vai continuar correndo, pequeno coelho? Poupe sua energia, que lhe vale viver nessa distopia?

No final o medo vai devorar a todos, medo assustador e cruel, apenas a brincar com nossa mente. Ele ri, e nós choramos; o choro é inútil, não consigo chorar. Quando não tem ninguém a nos ver, o desespero é angustiante.

Socorro, alguém pode me ajudar? Acho que não, maldita mente exagerada, percebe? Até eu sou um dos monstros.

Thoughts

  • aleroz

    Monstro ou não, surgimos neste mundo. Não existe outro.

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  • leituraDaNoite

    O coelho pequeno correndo e sempre voltando pro mesmo canto do labirinto foi o que ficou comigo depois de ler. Li já tarde, com a casa dormindo, e a água em formato de pesadelo no pulmão continuou aqui um tempo depois de eu fechar a tela. Não leio muita coisa desse tipo, mas essa parte não precisou de explicação nenhuma. Escrever costuma ser onde isso vai parar, ou foi a primeira vez que saiu assim?

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Emaranhados de pensamentos, pensamentos acumulados, pensamentos torturantes, por que, mesmo tanto ao sofrer, estraga tudo repentinamente? Talvez eu goste dela, se sempre a tive e sempre a alimentei.

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