Deixa, amor, o fogo
Se espalhar.
E no dia em que o vulgo,
A que via, vai assanhar.
Lembra: sou o profeta,
Digo: vá.
Não a sigo, pois eu vou
Almejar o meu saravá.
Trago a dor, a do mundo
Carregar.
Nem te ligo, pois eu sou
Mais que digo, nem vou provar.
.
Olha, amor, não aguento
Essa cor desse ardo.
Não lamento que acabou,
Então vou ir embora,
Vou afora com o fardo
Deste amor que tu matou.
.
Afinal, viral foi a morte
Da moça sem beira,
Sem sorte, nem séria