Depois que você se foi, eu ainda chequei as janelas como antes, ainda esperei que passasse por mim. E com essas mentiras eu vivi. Esperando, contando e dizendo que você ainda ia vir alguma hora, que você ainda me confortaria ou me diria o que fazer.
Eu menti pra mim e pra quem me perguntou de você, me alimentei tão fortemente de idéias que vinham de você. Que no fim, eu ainda acreditava em você
Acreditava nos seus hábitos antigos
Nos seus desejos sutis
E em cada coisa que você me proporcionou.
Acreditei no seu nome e em quem você foi.