Corpos espalhados pelas ruas
Corpos expostos, frágeis, carne nua
Corpo a alugar-se em outro canto
Corpos que perderam seus encantos
com o tempo
Quantos corpos hoje se mutilam?
Quantos corpos contam os feridos?
Quais são os soldados que atiram
Em corpos pelas praças sem exílio?
Sem direção, pra onde vão?
Os corpos se contraem
quando a violência se expande
Todos os passos errados
De uma vida em frangalhos
Há culpa no fugitivo?
E quantos corpos sóbrios
Queriam estar doentes
Sociedade inerte
Num sistema decadente
Onde estamos inseridos como
corpos.