Eu não ligo.
Ligo, sim.
Não.
Que se dane...
E se eu pedisse desculpa?
Não.
Eu não estou errada.
Eu não ligo.
Acho que não.
Talvez eu ligue um pouco...
Ou, quem sabe,
até demais.
Eu não ligo.
Ligo, sim.
Não.
Que se dane...
E se eu pedisse desculpa?
Não.
Eu não estou errada.
Eu não ligo.
Acho que não.
Talvez eu ligue um pouco...
Ou, quem sabe,
até demais.
Esse vai e volta entre pedir desculpa e não estar errada me lembra briga em que os dois lados têm razão e ninguém quer ser o primeiro a ligar. Aposto que muita gente reconheceu a própria voz em pelo menos duas dessas linhas, porque esse diálogo sozinho na cabeça todo mundo já teve. Gostei que termina sem decidir nada.
Quatro vezes não, uma vez sim, e o sim ganha no final. Meu palpite é que a mensagem de desculpa já está escrita e só falta coragem de apertar enviar.
Ela afunda porque o peso se tornou a única forma de existir. Âncora humana, feita de silêncios acumulados e daquela promessa de que " tudo um dia vai passar",que ficou entalada na garganta há anos.
Pelo amor de deus gente, feriado eu tendo q estudar pra seminário sobre china, mó nada haver e além disso tive que vir pra roça no frio e chuva, que ódio viu, vou me rebelar.
Capítulo 10
As vezes nem tudo é poesia. Sao só sonHos SozinHa no deserto. As Flores que componto
livro ( Querida, Sorria!)
Hotel de vitral (2)
Eu não me corto
Eu não ligo.