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CONTINUIDADE

Peonia

Conteúdo da publicação

A evolução segue tateando no breu
    Moldando. Afirmando. Acomodando.
Não é retorno, não é passado.
    Não há borracha que apague
as cicatrizes do que foi...
        cicatrizado.

O passado é o ponto que firma
        Bem...
    Um simples acaso
Um gene paralisado. Um osso que sumiu.
        Os cetáceos estão ali,
            nadando...
        Ecoando,
    um som antigo.
Deixam marcas eternas
    no mar que partiu.

        A certeza é enfatizada?

Almejamos a soberania,
mas somos falhos.
Quando paralisamos nossa face
forjamos a perfeição da carne.
Enredando o que a matéria não pediu.

A pergunta não é se deu certo.
    O escuro não traz garantias.
Mudar é o tatear de agora.
        Ontem, hoje e amanhã

Mudar é seguir adiante,
    seguindo..
        Segue,
            indo.

🌹

Thoughts

  • malaExtraviada

    Esse final que vai encurtando até sobrar quase nada tem cara de quem escreveu ainda no meio da mudança, sem fingir que chegou.

    Permalink
  • AlineTeixeira

    O osso que sumiu me levou direto pras baleias, que ainda carregam um restinho de quadril de quando andavam em terra. O poema inteiro parece falar disso: mudar sem apagar, a cicatriz fica no corpo.

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A evolução segue tateando no breu, Moldando. Afirmando. Acomodando. Não é retorno, não é passado. Não há borracha que apague as cicatrizes do que foi... Cicatrizado.

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