o nome oculto extirpa a voz da queima
a calmaria tomba o corpo oco
sangue de fera aquece cinza muda
pele de pedra assenta terra seca
a lei de ferro corta a corda justa
o fogo acende a forma da parede
o nome oculto extirpa a voz da queima
a calmaria tomba o corpo oco
sangue de fera aquece cinza muda
pele de pedra assenta terra seca
a lei de ferro corta a corda justa
o fogo acende a forma da parede
Antes de virar o nome do que aconteceu na guerra, holocausto era a oferta queimada inteira no altar, lá em Levítico. Com esse título o sangue de fera e a cinza muda ganham um peso de sacrifício.
Cada verso fecha em si mesmo, sem respiro, como uma sentença lida em voz alta. E no fim o fogo só deixa ver a forma da parede. Leio como um lugar depois do incêndio, onde o que ficou de pé foi justamente o que prendia as pessoas.
Um passo.
Vive mais quem não apura muito os detalhes de cada confusão diária.
Reconhecer um defeito pessoal é ter certeza de que a vida é feita de nós, cada um com uma ponta a ser solta.
Há noites entre o sopro dos ventos Que cansado eu caminho até o mar Basta ficar ali quieto parado sereno Mesmo que sinta vontade de chorar
Hoje, tudo o que dizem as flores, embora rudes e baforadas, são palavras, perfumes: tentativas de verso, espinhos e oração.
Tudo pra mim é poesia?
Em pensamentos novos
Oi Hoje não quero escrever algo formal ou qualquer coisa do tipo. Vai ser mais como uma conversa.
o nome oculto extirpa a voz da queima